Esmalte
O esmalte dentário é um dos 3 tecidos (junto com dentina e polpa) que formam a coroa, sendo o mais mineralizado deles e o mais externo, revestindo a coroa do dente. Confere proteção, rigidez e brilho ao dente. É nesse tecido que os processos de cárie têm início.
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[editar] Propriedades físicas
É avascular, branco, cinza azulado ou amarelo devido à dentina subjacente. Tem espessura máxima de 2 a 3 mm, tornando-se mais delgado à medida que alcança o colo dentário. É translúcido, radiopaco, fluorescente à luz ultra-violeta. É permeável a ions e água e participa ativamente nas trocas químicas com a saliva; essa propriedade possibilita a transformação dos cristais de hidroxiapatita em fluorapatita, quando se faz aplicações tópicas de fluoretos.
Ao contrário da dentina e do tecido ósseo, o esmalte não contém colágeno em sua composição. As proteínas que integram a estrutura do tecido são: enamelina e amelogenina.
[editar] Estrutura e composição
É constituído basicamente por uma massa firmemente compacta de cristais de apatita com um padrão altamente organizado e orientado. O esmalte é o tecido mais duro do corpo humano, e o que confere esta dureza são os 97% de sais inorgânicos que o constituem (fosfato tricálcico, sais de sódio, potássio, carbonato de cálcio, etc.), sendo que os outros 3% são formados por substâncias orgânicas, como água e proteínas.
[editar] Desenvolvimento
A formação do esmalte faz parte do processo global do desenvolvimento dentário. Quando os tecidos de desenvolvimento do dente são vistos com o uso da microscopia, diferentes agregações celulares podem ser identificadas, incluindo estruturas conhecidas como o órgão do esmalte, lâmina, e papila dentária. As fases geralmente reconhecidas do desenvolvimento do dente são: botão (ou broto dental), capuz (ou casquete) e campânula. A formação do esmalte é vista na primeira fase da coroa.